Disfunção erétil: tratamento pode resolver o problema

A disfunção erétil tem tratamento. Essa é a resposta que o homem vai encontrar em um consultório de um urologista/andrologista. 

Esse problema, que é considerado uma das maiores preocupações masculinas, afeta até 50% dos homens acima dos 40 anos, mas pode ser tratado com diversas abordagens. Leia esse post e veja que disfunção erétil tem tratamento, conheça algumas opções.

Disfunção erétil: tratamento para variados perfis

De acordo com um estudo de 2018 da Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 30 milhões de homens no país sofreram com a disfunção erétil em algum grau. 

A impotência atinge, especialmente, homens acima de 40 anos, porém, os jovens também podem ser acometidos pelo problema, especialmente por causas psicogênicas ou por disfunção erétil não orgânica mediada por hiper-resposta adrenérgica.  

Nestes casos, a disfunção erétil,  em jovens ou homens mais velhos, o tratamento pode ser por psicoterapia, que vai abordar as causas que passam por depressão, baixa autoestima, ansiedade, traumas… Aliada a medidas comportamentais e suporte medicamentoso se necessário. 

A impotência surge porque o pênis está com alguma disfunção que o impede de permanecer cheio de sangue para produzir uma ereção plena, com rigidez, durante tempo suficiente para uma relação sexual completa.

Muitos homens acabam sofrendo com disfunção erétil e tratamento nem passa por uma busca de saída por parte deles,  porque têm receios de conversar com qualquer pessoa sobre o assunto, até mesmo com os médicos. É um verdadeiro tabu na sociedade.

Mas é preciso tomar muito cuidado com diversas  armadilhas que existem no mercado, uns indicam tratamentos caseiros milagrosos, produtos “naturais”que prometem grandes resultados e não raramente  tem doses altas de medicação vasodilatadora !!! CUIDADO! Além de perder dinheiro você poderá prejudicar sua saúde tomando medicamentos por conta própria. 

O médico que vai cuidar da impotência sexual é o andrologista, uma subespecialidade da urologia que trata de diversas disfunções sexuais do homem, inclusive a andropausa.

Ao chegar no consultório, o homem pode contar o seu problema e tirar diversas dúvidas. Ao buscar um médico, vai saber que tem remédio para impotência, assim como outros procedimentos também vão poder devolver a ele uma vida sexual saudável e satisfatória.

Nova realidade da vida sexual masculina

Buscar o tratamento da disfunção erétil vem ao encontro da nova realidade masculina, porque a longevidade dos homens aumentou e sua intenção de ter uma vida sexual de qualidade também.

Uma atitude praticamente leva a outra, porque o homem que tem a função erétil preservada vive mais, porque quem está com essa função normalizada, com circulação peniana desobstruída, provavelmente não tem obstruções cerebrais ou coronárias.

Há tratamentos para todos os graus de disfunção erétil. Normalmente, as abordagens começam pelo nível menos invasivo, caso não produzam efeito, o especialista deve partir para outras abordagens.

Então, agora vamos aos tratamentos possíveis para as causas físicas:

Mudança de estilo de vida

Esse conjunto de medidas preventivas vem associado a todos os outros tratamentos.

Para começar, é preciso que o homem passe a ter um sono adequado, uma alimentação saudável, investir na realização regular de exercícios físicos e procurar diminuir o estresse o máximo possível.

Além disso, é necessário promover o controle de todos os problemas médicos que poderão estar provocando a disfunção, como diabetes, colesterol, parar de fumar e combater a obesidade.

Para evitar disfunção erétil, o verdadeiro  “tratamento natural” é uma mudança no estilo de vida. 

Disfunção erétil:  tratamento com drogas inibidoras da fosfodiesterase tipo 5

Muitas vezes, o melhor remédio para disfunção erétil poderá ser a indicação dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5, muito conhecidos como Viagra ou Cialis. Para disfunção erétil, esse tratamento é conhecido como de primeira linha.

Esses medicamentos poderão ajudar a aumentar o fluxo sanguíneo no pênis, o que dará condições de uma ereção plena para a relação sexual.

O médico vai precisar entender se o paciente não tem contraindicações, definir qual será o esquema de uso do medicamento e a dosagem.  Podem ser comprimidos, cápsulas ou spray sublingual.

Porém, muitos homens podem não responder satisfatoriamente a algum remédio para ereção, são 25% a 35%  que não respondem bem às medicações. 

Outro alerta é que o remédio para disfunção erétil pode causar efeitos colaterais como congestão nasal, dores musculares, dores de cabeça e até turvamento temporário da visão. 

Muitos homens não conseguem suportar esses tipos de desconfortos e partem para outras abordagens.

Disfunção erétil: tratamento pode resolver o problema

Reposição hormonal

A falta de ereção pode ser um problema de baixa testosterona. Esse fato pode ser bastante perigoso para a saúde masculina, porque com esse hormônio sexual abaixo da normalidade tem duas vezes mais riscos de mortalidade.

Para isso, é preciso realizar testes laboratoriais que vão determinar se o paciente está com testosterona baixa. A interpretação adequada destes teste por um especialista é fundamental, a maioria dos laboratórios tem seus limites de normalidade fora dos padrões dos consensus americanos e europeus!!!! Caso positivo, e o paciente tenha sintomas,  pode ser prescrita a reposição hormonal.

Anel Peniano

É um anel plástico colocado na base do pênis para manter a ereção, que pode ser mantida por até 30 minutos.

Quando os pacientes são bem treinados no procedimento, também é um método que costuma produzir resultados razoáveis.

Injeção para disfunção 

Esse tratamento é mais invasivo porque serão necessárias aplicações de injeções diretamente na lateral do pênis, conhecida como terapia intracavernosa.

Essas injeções terão substâncias vasodilatadoras, de 5 a 15 minutos antes do ato sexual. O efeito é por cerca de 45 minutos  a 1 hora e meia.

A indicação é que não haja mais que 3 aplicações da injeção por semana.

Um alerta para essa abordagem é que alguns pacientes podem  sentir dor durante as aplicações e não gostam da obrigatoriedade de aplicar uma injeção a cada relação.

Além disso, o uso constante das aplicações podem evoluir para uma fibrose, que pode piorar a disfunção com o tempo.

Perceba então que é um tratamento bastante eficaz porém paliativo, outras abordagens poderão  ser necessárias no futuro.

Próteses penianas

Para homens que não responderam bem aos outros tratamentos, a colocação de uma prótese peniana devolve a vida sexual ao paciente com alto grau de satisfação.

Os implantes são dispositivos inseridos no corpo, que apresentam grandes índices de sucesso para retomada da ereção. Trata-se de um procedimento cirúrgico, que é realizado sob anestesia.

O paciente costuma ir para casa no mesmo dia ou passa apenas uma noite no hospital.

São 3 tipos de implantes:

Implante inflável

A prótese mais moderna é a inflável, que possibilita aparência normal quando o homem está nas situações do dia a dia, mas pode ser ativada apenas na hora do ato sexual.

Com essa prótese, cilindros com líquido (soro fisiológico) são colocados longitudinalmente no pênis, uma tubulação une os cilindros a uma bomba, que é colocada no escroto, entre os testículos,  e um reservatório colocado abaixo do músculo reto abdominal ou na pelve.

Neste tipo de implante, os homens podem controlar a firmeza e o tamanho das ereções, permitindo uma sensação mais natural.

A dor no pós operatório, em geral, é leve e  controlada com analgésicos simples. 

Repouso em casa ou home office por 1 semana. 

Pacientes que moram em outra cidade precisam e vem para São Paulo colocar prótese conosco, necessitam ficar em geral 3 dias na cidade. 

Repouso domiciliar ou fazer home office em geral por 1 semana. 

Início da manipulação do pump (bombinha), em geral na quarta semana. 

A atividade sexual é, em geral, liberada na  5 ou 6 semana pós operatória.

É interessante que os homens conversem com os médicos sobre os riscos, embora os implantes sejam muito confiáveis, mas ainda assim trata-se de um processo cirúrgico, que pode sofrer algum tipo de problema, como infecções (1 a 2 %). 

Semirrígido ou Maleável

É um tipo de prótese mais simples, porém bastante efetivo e funcional. É feito de duas hastes metálicas envolvidas com uma camada de silicone, que dá firmeza para a penetração e podem ser dobradas para baixo ou para os lados, para situações como urinar e guardar na calça.

Nesse tipo de prótese peniana, o paciente fica com o pênis constantemente ereto.

É o implante mais colocado no Brasil por ter um custo muito mais baixo do que a prótese inflável. Também tem a vantagem de ser um procedimento mais simples.

A principal desvantagem em relação à inflável é o fato de ficar constantemente ereto, porém, muitos pacientes convivem bem com o fato e acomodam o pênis para o lado ou para baixo na calça, promovendo uma discrição bem razoável. 

Articuláveis

A prótese peniana articulável é mais um tipo de prótese à disposição para o tratamento da disfunção erétil. 

Como é composta de múltiplas facetas metálicas conectadas e envoltas por silicone, podem ajudar no disfarce da ereção e serem mais fáceis de dobrar do que as maleáveis. Ajudam na melhoria da rigidez e no aspecto do pênis.

O implante peniano articulável pode oferecer aos pacientes um pouco mais de facilidade de posicionamento e discrição do que o maleável mas ao mesmo tempo possui um custo  maior e menor rigidez vertical, porque possuem seções articuladas .

É menos popular que os demais modelos e a utilização também é restrita.

Tratamento disfunção erétil: ondas de choque

O tratamento da disfunção erétil com ondas de choque não se trata de eletricidade no órgão sexual masculino. Na verdade, são ondas sonoras de baixa intensidade, que não causam dor. 

O tratamento ondas de choque para disfunção erétil é estudado desde 2005 e, de uns anos para cá, é tema de diversos artigos científicos que demonstram resultados muito animadores para os homem.

Atualmente, existem  5 meta-análises publicadas em revistas respeitadas mundialmente, com aproximadamente 2.500 pacientes e os resultados são positivos e significativamente estatísticos.  

O tratamento de choque para disfunção erétil  age na causa da impotência e é bastante eficaz quando são ligadas a problemas vasculares, provocados por doenças como hipertensão, aumento do colesterol ou diabetes que promovem a obstrução peniana.

Durante o tratamento, são aplicadas ondas de choque de baixa intensidade em toda a extensão do pênis. Essas aplicações vão estimular a formação de novos vasos sanguíneos nos corpos cavernosos do pênis que vai melhorar o fluxo do sangue no órgão.

Dentro de poucas semanas a realizar o tratamento, a disfunção erétil com ondas de choque é muito benéfico para:

  • Pacientes que não estão respondendo bem às medicações, sentem que a ereção não está firme;
  • Pacientes que não podem tomar esses mesmos remédios por problemas coronários e tomam outros medicamentos que não podem ser associados;
  • Pacientes que sofrem com efeitos colaterais com as medicações;
  • Pacientes que tomam doses altas dessas medicações e querem regredir um estágio nesse processo.

Conclusão

O momento é positivo para os homens que querem tratar a disfunção erétil. Mas é preciso romper as barreiras preconceito e colocar a saúde em primeiro plano.

Ter uma vida sexual plena, como já foi abordado acima, promove imensos benefícios à saúde dos homens. Vale muito buscar ajuda!

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Dr. Marco Túlio Cavalcanti Urologista e Andrologista. Disfunção Erétil e Impotência sexual: dê fim a esse tormento. Prótese do Pênis: a retomada da sua vida sexual. Doença Peyronie: correção da curvatura, recuperação do tamanho e calibre do pênis. Reposição Hormonal: retome o seu desempenho.

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