Pornografia digital, NoFap e disfunção erétil: qual a relação?

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Vem crescendo o número de artigos que relacionam o consumo exagerado de pornografia digital com a disfunção erétil.

Por outro lado, um movimento, às vezes bastante radical, conhecido como NoFap (não masturbação) condena a prática dessa estimulação sexual solitária. Qual a relação entre esses assuntos? Leia esse post até o final.

Consumo de pornografia está relacionado com impotência?

A facilidade que a internet proporciona no encontro de qualquer solução tem feito aumentar as pesquisas por pornografia digital. Atualmente, 20% das buscas no Google são relacionadas ao tema. Outros dados apontam que 94% dos homens já consumiram conteúdos pornográficos digital em alguma fase da vida.

Esse tema tem inspirado diversos estudos e as conclusões têm sido melhoradas, com dados cada vez mais precisos. Um estudo revelou que:

– 70% dos homens consomem pornografia de forma recreacional e esporádica;

– 25% consomem de 3 a 7 vezes por semana;

– 5% tem predisposição ao vício.

Outra pesquisa, divulgada em 20 de julho deste ano, no Congresso Virtual da Associação Europeia de Urologia, apontou que assistir pornografia demais pode trazer sim problemas de ereção em situações reais. Foram pesquisados 3.267 homens para chegar a essa conclusão.

Mas o que provoca o impacto negativo? É a alta frequência do consumo ou o próprio indivíduo?

O que é percebido nos consultórios é que os problemas de ordem sexual não atingem os homens que consomem pornografia apenas por recreação, mas sim aqueles 5% que tem uma tendência de vício, que utilizam a pornografia digital como uma “muleta” para o sexo. Essa faixa terá uma tendência a um consumo cada vez maior e impactos negativos em sua vida sexual.

Os estudos demonstram que aqueles homens que têm uma tendência ao tédio ou os que buscam um alívio imediato de algum problema psicogênico já existente terão mais tendência a consumir cada vez mais a pornografia digital para suprir um vazio interior.

Jovens com disfunção erétil

Esses estudos também vêm demonstrando que essas facilidades do mundo digital e o consumo excessivo de pornografia pode estar provocando uma piora no desempenho de alguns homens no sexo, especificamente os mais jovens.

Esse acesso à pornografia digital começa a atingir os jovens por volta de 13 anos, muitas vezes em suas próprias casas. Muitos deles sequer tiveram alguma experiência sexual ou pouquíssima experiência, e quando os jovens crescem com a ideia errônea de que sexo é apenas aquilo que assistem em conteúdos pornográficos muito pesados terão dificuldades com a prática sexual na vida real, que é bastante diferente e nem sempre tão facilitada.

O conteúdo audiovisual não substitui a interação pessoal, quando tato, olfato, visão ou palavras completam o quadro do desejo e do desempenho sexual.

Na pornografia digital, os jovens vão assistir cenas de homens com um desempenho sexual fora do comum e mulheres prontas para o sexo a qualquer hora, com o prazer feminino apresentado de forma um tanto inadequada. Porém, muitas vezes, aqueles atores têm o desempenho atingido a base de medicações orais e injeções para manter a ereção ou até prótese peniana.

Com isso, o jovem começa a comparar e desenvolver uma ansiedade de desempenho e até complexo de inferioridade por não ter o pênis do mesmo tamanho que o ator ou até a mesma performance. E, no momento do sexo real, pode não conseguir sequer atingir a ereção e o orgasmo.

Embora a disfunção erétil fosse um problema que atingisse os homens, normalmente, após os 40 anos, por diversos problemas de saúde e até questões relacionadas ao envelhecimento, há dados que apontam que a impotência erétil em jovens (abaixo dos 40 anos) está chegando na casa dos 25%.

Vem crescendo os estudos médicos que relacionam o consumo exagerado de pornografia digital com a disfunção erétil, e também o NoFap.

Onde entra o movimento NoFap?

Enquanto uns entram no radicalismo do excesso da pornografia digital, outros são estimulados a outras práticas igualmente radicais, como o movimento NoFap, criado recentemente nos Estados Unidos, e teve uma escala muito alta alcançada em função das redes sociais.

Essa prática estimula que os homens não pratiquem a masturbação de nenhuma maneira.

Porém, vale lembrar que a disfunção erétil também pode ser uma consequência do desuso do pênis. Em pacientes que se separaram, ficaram viúvos ou estão sem parceiros por algum motivo, a masturbação será uma forma de estimular o pênis e não o deixar em inatividade.

Tanto com a questão da pornografia digital como na masturbação, vale o bom senso. Excessos são sempre prejudiciais.

Se a pessoa tem relações sexuais com intervalos maiores com seus parceirxs, seja porque moram em locais distantes ou outros motivos, não há qualquer problema em fazer uso da masturbação se estiver com desejo sexual. Cada pessoa tem o seu próprio tempo de latência.

A masturbação é uma forma de o homem se estimular, se conhecer, exercitar a imaginação.

Mas é preciso apenas alertar que a prática dessa masturbação não deverá prejudicial o seu desempenho quando estiver com os parceirxs.

No entanto, há também pontos positivos no NoFap, como: estimular a relação interpessoal e também estimula a não usar a masturbação como uma muleta ou como uma forma de se esconder do sexo real.

Conselhos do médico

Independentemente dos estudos, os médicos deixam alguns conselhos para que os pacientes busquem mais o equilíbrio, a linha do meio, evitando os radicalismos:

  • Respeitem seus limites;
  • Evitem a masturbação com excesso, apenas de forma mecânica, como uma rotina obrigatória;
  • Cuidado com o radicalismo do NoFap;
  • Se consumir pornografia, prefira vídeos com conteúdos mais realistas, que se aproximem do sexo real.

Além disso, outro conselho do médico é que os jovens busquem sempre boas informações. É importante que os pais esclareçam os filhos sobre esses temas. Caso os jovens não tenham essa abertura com eles, o melhor é buscar um profissional de confiança, como um terapeuta ou médico especialista.

Assim como as meninas buscam informações com os ginecologistas, os homens devem buscar informações desde cedo com os Andrologistas, que irão elucidar qualquer questão sobre os temas sexuais.

Conclusão

Se o paciente sente que está tendo problemas na sua vida sexual devido ao consumo exagerado da pornografia, deve procurar um terapeuta para tratar as questões psicogênicas.

Esse mesmo paciente pode estar desenvolvendo uma disfunção erétil que também pode ter a ver com a pornografia digital. Então, buscar um Andrologista é a melhor saída, já que essa é a especialidade para os assuntos de sexualidade masculina.

A solução desses problemas também pode envolver o trabalho de uma equipe multidisciplinar, que vai procurar os melhores tratamentos para reequilibrar a saúde física e mental do paciente.

Veja também esse vídeo sobre disfunção erétil:


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Dr. Marco Túlio Cavalcanti Urologista e Andrologista. Disfunção Erétil e Impotência sexual: dê fim a esse tormento. Prótese do Pênis: a retomada da sua vida sexual. Doença Peyronie: correção da curvatura, recuperação do tamanho e calibre do pênis. Reposição Hormonal: retome o seu desempenho.

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